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O blog [VANDALISMO POÉTICO] tem como meta central a divulgação do meu trabalho, especialmente POEMAS EM PROSA e possíveis experimentações poéticas.
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Todo o conteúdo aqui exibido já foi de alguma maneira publicado em outros veículos e devidamente possuem o seu DIREITO AUTORAL resguardado.
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Os leitores, se quiserem, podem comentar os meus poemas, copiá-los, colocá-los em seus blogs ou sites desde que mencionem o autor dos mesmos.
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Para devida conduta de quem assim desejar, e para não trazer a ninguém qualquer infortúnio de índole jurídica, deixo em aberto a possibilidade de, ao publicarem meus textos em outros veículos sem a minha autorização, colocarem o meu pseudônimo [Henrique de Shivas] em local visível, ou o meu verdadeiro nome [Luiz Henrique dos Santos Lima].
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Além desse blog, tenho outros, onde divulgo outros trabalhos e que estão à disposição de todos vocês.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Só Palavras

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Para A. e Não eu.

Palavras são só palavras – nada mais.
Pois tudo aquilo que o sentimento diz, sem querer dizer em voz alta:
É algo que jamais, só palavras – vão dizer.

O que uma palavra pode conter
Pelo gesto de um coração contente
É mais do que eu esperava entender
Quando é dita pura e simplesmente:
– palavra.

E ela, sim, pode ser tão dura
Que a lágrima do rosto escorre
Desce até os lábios e lá perdura
Tão forte que o coração morre.

De bater pára o coração meu
Quisera que o mundo fosse só palavra
Mas, ao contrário do que eu esperava,
É a palavra que falta e não eu.

<<< Henrique de Shivas

A Glória

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Para A. e Apetites Imaginários

O vento tange os teus cabelos compridos
Lançando-os ao ar como uma onda;
E uma onda em teus seios delineia
A cor do mar como uma alfombra.

E lento o vinho do teu amor me inebria
A luz de um sentimento brotando
Uma rosa em teu peito se abria
Como um sol da manhã raiando

E os teus perfumes os ares perfumando
De cânforas mirras e mil incensos
O teu hálito de cheiros tão intensos
Os meus lábios todos defumando

E de roupas mui sujas eu trajando
Sob a poeira da noite bebendo
Dos soturnos palcos vou eu tecendo,
Para o Mundo: a Glória – malogrando.

<<< Henrique de Shivas

domingo, 1 de agosto de 2010

Lobos Incestuosos

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Amor! O que eu quero de ti
Senão o teu beijo longo e lascivo,
As tuas mãos selvagens e nuas,
E os teus seios tão belos e vivos!

O teu perfume?
Eu o colhi em tua pele macia
Enquanto teu rosto tão sorridente
Brilhava num céu de magia.

E o Vento, pela janela entrando,
Mil estrelas todas mungindo,
O grito de loucura riscando o Espaço
Enquanto nós dois – veros devassos!
Pelo chão arrastávamos nossas barrigas.

E tu, ó meu amor – sede monstruosa!
Devorando os meus vis pedaços
Rústicos estalando a luz dos beijos
Como Demônios ensandecidos pela Fúria
Pelo ódio do amor e o assassino-desejo.

<<< Henrique de Shivas