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O blog [VANDALISMO POÉTICO] tem como meta central a divulgação do meu trabalho, especialmente POEMAS EM PROSA e possíveis experimentações poéticas.
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Para devida conduta de quem assim desejar, e para não trazer a ninguém qualquer infortúnio de índole jurídica, deixo em aberto a possibilidade de, ao publicarem meus textos em outros veículos sem a minha autorização, colocarem o meu pseudônimo [Henrique de Shivas] em local visível, ou o meu verdadeiro nome [Luiz Henrique dos Santos Lima].
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Além desse blog, tenho outros, onde divulgo outros trabalhos e que estão à disposição de todos vocês.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O Destino da Vida

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Terra, estrutura globosférica – paraíso de muitos infernos.

Lugar diverso – sinistro..., repleto de complexidade, onde os homens vivem – inconscientes da idade – do rumo que tomam.

A Terra, habitat de selvagens-pensamentos, biblioteca de perdidas-memórias que insistem, em sua artimanha própria: o conto e a fabulação.

E muitas outras coisas a Terra tem que o homem, em sua típica-ignorância, não vê, pois para além do que a vista vê em sua abundância só o telescópio encontra: a luz do vermelho-infra e o raio de gama-luz.

Muitas línguas – e dialetos e gírias – os homens falam, e, apesar disso, nunca se entendem, mesmo sobremodo se desejam a isso como o fim da fala mesma.

Dizem-se racionais – trigonométricos... escalafobéticos... –, porém o mais que conseguem é caos e confusão.

Quando põem na palavra o não de suas mensagens não encontram solução, portanto.

Estrutura-biológica é o homem – sem dúvida..., criatura-maligna que a Deus clama o amor que lhes falta ter no coração.

Vivem em sociedade na qualidade de adeptos da Justiça, mas faltam com Ela em todos os âmbitos como um marido adúltero – fiel à Injustiça.

Do cientista ao pedreiro: qual a diferença?

Já que a terra come com talento tanto a um quanto ao outro sem desalento?

Subtraem-se os coeficientes: o que se encontra é somente um zero sem justificação.

Somam-se as potências e as multiplica depois, e o que sobra é o resto de um rabisco em forma de um mundo sem dimensão.

Das entropias vive o instinto e da pulsão do medo corre a própria vida do seu rumo-final.

E se por acaso encontra Abismo o homem em seu destino/pleno – é a própria Morte o seu saldo-final.

Enterram-se os corpos – tristes – sob a terra de silícios, e cruzes de algaroba ficam em nome do que já morreu.

Escrevem a história dos seus homens com caracteres e tudo o que contam já aconteceu.

Nada resta, nada sobra, nessa matemática que se chama vida; sem raciocínio vive a razão, perdida na imensidão de suas dúvidas, no calabouço de suas trajetórias e no movimento-ondulatório de suas dívidas.

Incerta é essa equação-binomial que se chama vida.

Na Terra há muitos casos em que não há fórmula, em que não há saldo, mas tudo, existindo somente como incógnita, permanece sem saber qual número sustenta a vida.

Das abscissas da ignorância o homem ordena as coordenadas, e destas propõem motivos para calcular toda uma série de incompreendidos.

E, como é de se esperar, o que encontram é a dolorosa-compreensão de que perdidos estão: fadados – para sempre – nessa Terra que chamam de coração.

[Henrique de Shivas]

3 comentários:

  1. O homem no mundo, poesia de pensamento
    no turbilhão de palavras,
    revelando tudo no mundo,
    do homem no mundo, do tudo homem,
    no mundo muDo !


    Gostei do escrito, esse modo de fazer poesia é massa, deixa o escritor livre , Viva aos versos Brancos!!

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  2. Poxa.
    Não conseguiria pensar nem 1/3 disso
    Parabeens =)

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  3. o mundo chega a ser confundido com o niilismo. mas o mundo não tem "culpa". ora, toda interpretação é de outrem; Outrem este, que é parte intrínseca do Mundo.

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