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Se tudo rompe a ser o que não quero, nem se enquadra a mim ao meu sonho: é porque piedoso o fui temendo não ser aceito.
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Mas se demora o Sol a despontar-se – brilhante e rarefeito! Se tarda a amanhecerem os meus olhos da escuridão-esparsa: explodo a luzir de fulvos-raios como um Sol Sincero.
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E tudo que é Luz, exceto a Lua minha: devoro enquanto brilho; rompo a linha que divide o meu rumo, e sem remorso – ressurjo das cinzas podres! Agora, muito mais fulvo, sobretudo, do que outrora.
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Eu sei que andei perdido e longínquo; e ando me procurando o tempo inteiro. Eu deitei a fronte naquele travesseiro sujo ontem à noite, e nada me restou que não cascalho sob a minha fronte.
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Das palavras de Alguém e dos seus atos, não quero que digam o que farei: se porventura eu descubro que errei.
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Das coisas todas que por eu passaram; dos belos-desejos que nutri por algo; e tudo assim tão perdidamente dado, que a mim, pelo contrário – não encontrei alegre.
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Pois assim, muito bem, agi buscando ser feliz, e comigo, sem dúvida, o coração magoaram, mesmo sem o saber: eu sei que fui infeliz.
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[Henrique de Shivas]
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Há 11 anos
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