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O blog [VANDALISMO POÉTICO] tem como meta central a divulgação do meu trabalho, especialmente POEMAS EM PROSA e possíveis experimentações poéticas.
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Todo o conteúdo aqui exibido já foi de alguma maneira publicado em outros veículos e devidamente possuem o seu DIREITO AUTORAL resguardado.
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Os leitores, se quiserem, podem comentar os meus poemas, copiá-los, colocá-los em seus blogs ou sites desde que mencionem o autor dos mesmos.
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Para devida conduta de quem assim desejar, e para não trazer a ninguém qualquer infortúnio de índole jurídica, deixo em aberto a possibilidade de, ao publicarem meus textos em outros veículos sem a minha autorização, colocarem o meu pseudônimo [Henrique de Shivas] em local visível, ou o meu verdadeiro nome [Luiz Henrique dos Santos Lima].
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Além desse blog, tenho outros, onde divulgo outros trabalhos e que estão à disposição de todos vocês.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Quando estiver chovendo, cantemos...

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Quando estiver chovendo catemos àqueles dias que são só saudades...
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Quando a chuva molhava os nossos beijos, e escondidos, caminhávamos, de mãos dadas, em meio aos arbustos daquela praça.
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E tão tímidos nos beijávamos; acariciando ainda trêmulos a mão do outro; abraçando um ao outro como duas criaturas-insaciáveis.
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Imagina se naquele dia os relógios tivessem parado, e o próprio tempo estacionado naquele momento – quão grande seria a nossa felicidade!
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Desculpa: o tempo não perdoa os que se entregam ao seu martírio; eu deixe-me transformar num monstro e tu, cegar-se pela luz dos teus conceitos.
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Só um amor de mãe é capaz de amar um monstro que se nega a ser perfeito: eu não fui perfeito, nego a perfeição - sou perfeito apenas em minha própria decisão.
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Mas não nos esqueçamos àqueles dias; de chuva muitos outros dias se encheram, e, sobremodo, muitas lágrimas molharam os nossos lábios que, de tão nervosos, abriam-se em forma de fenda em nossa carne.
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Nesses dias, parecia que havia na chuva algo de divino, pois nesses dias de chuva e de tempestade não brigávamos, não discutíamos, ao contrário, brincávamos e sorriamos, abraçava-nos e acariciava-nos um ao outro.
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Nossa! Como eram belos aqueles dias, como foram belos aqueles momentos, como seria bom voltar tudo de novo para viver aquilo que o tempo parou.
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[Henrique de Shivas]

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